quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida -Padroeira do Brasil

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos se lembrem de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.


Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Outubro: Mês Missionário


“Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês” (Jo 20,21).
  
O mês de Outubro, segundo a tradição da Igreja Católica do Brasil (CNBB), é destinado à Missão, que tem por finalidade anunciar a Palavra de Deus e revigorar na Igreja a consciência missionária.
Todos os batizados são responsáveis ao anúncio, portanto todos são missionários, colocando a disposição do Reino nossos dons a serviço em diversos lugares, tendo como objetivo criar comunhão, que nasce do próprio Mistério de Deus, não preocupando-se em excluir ou criar poder, mas abraçar com o amor de Deus a todos, especialmente os pobres e aos que sofrem.
È levar luz e esperança às pessoas que vão perdendo a própria identidade, sob influência de uma cultura secularizada. È não se cansar de anunciar e convidar a todos os cristãos a redescobrirem o fascínio de seguir Cristo (Verbum Domini).
Para que possamos aprender com as experiências e ser testemunha desta Palavra que nos dá vida e vida em abundância.
Enfim, para que possamos ser fiéis ao nosso Batismo e levar a todos e todas este amor incondicional de Deus , no qual todos são chamados a Evangelizar.


“O coração da missão não é sair, partir, anunciar o Evangelho, mas tornar-se discípulo e convidar outros a se tornarem também” –  Pe. Helder Salvador


Cristian Vieira Batista - Seminarista da Diocese de 
Cachoeiro de Itapemirim - ES - Ano Propedêutico

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Setembro - Mês da Bíblia

Tema: Travessia: Passo a passo o caminho se faz
Lema: Aproximai-vos da presença do Senhor (Ex 16,9)

Inicia-se em setembro um mês carregado da alegria da primavera e, também, um mês no qual temos a Bíblia como centro das atenções na Igreja.
Neste mês, a proposta é o estudo de alguns capítulos do Êxodo, a saber, Ex 15,22 – 18,27. O Êxodo é um dos eventos fundantes de Israel e fundamental para a fé bíblica. È um acontecimento que perpassa a Bíblia e que nos indica, a cada momento, a ação libertadora de Deus em favor do seu povo e a certeza de sua presença constante, nos inúmeros êxodos da nossa vida. Portanto, estudá-lo é retomar as origens, é reafirmar em nosso interior a fé num Deus que escuta o clamor do povo, vê sua aflição e desce para liberta-lo.
O livro do Êxodo celebra a fé e manifesta a intervenção de Deus, nos acontecimentos humanos. Esta fé nasceu de um acontecimento histórico, em que Deus e o povo se uniram para a conquista da liberdade. Deus escuta o clamor do seu povo, escravo e oprimido no Egito, e une-se a ele num ato de libertação, a fim de que o povo possa sair da terra em liberdade e encontrar a vida.
No decorrer da travessia o povo enfrenta a dificuldade de ser livre e olha para trás, desejando voltar para sua condição e escravo, por medo de enfrentar os novos desafios que a liberdade traz. A escravidão não implica perigos, desde que haja subserviência e obediência cega. A liberdade, por sua vez, implica responsabilidades e riscos. è necessário construir o seu próprio projeto e, para isso, é preciso acreditar em si.
Durante o longo trajeto pelo deserto, o povo é chamado a construir uma sociedade em que não há acúmulo, opressão ou desigualdade, pois cada um recebe exatamente o que necessita para viver (maná), aprende na fidelidade de Deus e é chamado a obedecer a seus mandamentos.
E neste sempre renovado êxodo, a palavra do Papa ajuda-nos a encerrar a reflexão: “Portanto, anunciar a Palavra de Deus começa sempre por nos pedir a nós mesmos um renovado êxodo, deixando nossas medidas e as nossas imaginações limitadas para abrir espaço em nós à presença de Cristo – Palavra Eterna do Pai”.
Que neste mês da Bíblia, a Palavra de Deus alargue mais e mais os horizontes, deixando a Palavra criadora recriar no caminho que leva todas as pessoas ao encontro do Pai.


Fontes:
Serviço de Animação Bíblica (SAB) – Paulinas, 2011
Jornal O Diocesano, Diocese de Cachoeiro de Itapemirim - ES 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sobre a Igreja


“O vinho velho é melhor”. (Lc 5,39)

            A Igreja é a presença do Reino de Deus? Jesus falou do Reino de Deus como uma semente na terra: “Dorme, levanta-se de noite e dia, e a semente brota e cresce... a terra por si mesma produz primeiro a planta, e depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga”. (Mc 4,36-29)

            A Igreja é a presença do Reino de Deus? Ele é a terra disforme e deserta; as trevas e a luz; o firmamento e as águas; a árvore e o fruto; as estações, os anos, a noite e o dia; os seres viventes, pássaros, monstros marinhos e peixes; as feras, os répteis,  homem e a mulher. (Gn 1)
            O Reino de Deus é aquilo que nós conhecemos do universo e que para nós é mistério. Aquilo que cala e vive o silêncio.           
            È êxtase do místico e a contemplação solitária da montanha. È o bem consciente e responsável e o instinto materno dos animais.
            È a viagem de um Papa e a estabilidade monótona de um camponês.
            È a ânsia de paz no coração do homem e a violência magnífica do mar agitado.
            È a caridade das bem-aventuranças e a mansidão daqueles que não têm voz, não podem gritar e dos entristecidos. Não podemos reduzir o sacrifício da cruz e a alegria da ressurreição de Cristo somente homem, ao batizado e à Igreja. Isso, o sabemos, mas quando se trata de aceitar e ajudar a caminhar, a apoiar e a defender o Reino de Deus, corre-se a tentação de ficar do lado dos mais poderosos.
            A Igreja no Reino de Deus é a esposa, a via mestre... È o olhar terno de Cristo, não a plenitude do Cristo... Porque Nele está o presente: o batizado e o ateu; o desesperado e o enforcado; aquele que freqüenta a Eucaristia e o ausente... Desde quando Ele se encarnou e nos redimiu, nada lhe é estranho.
            È a garoa e o sangue do mártir. È o Chico Mendes como Francisco de Assis. È a paixão de Romeu e Julieta como aquela de Catarina de Sena que admoestou até o Papa em sua época.
            Cristo está na Igreja... como a força vital, a pedra angular e o fundamento estável. A sua estatura vive na comunidade dos batizados; mas ultrapassa a estrutura sacramental, ou seja, tudo é sacramento eficaz do seu amor.
            Cristo é livre, mesmo se a sua voz se escuta às vezes com autoridade por parte daqueles que não têm poder sobre Ele. Mesmo se pequeno, humilde, obediente e sacramento institucionalizado... Ele caminha glorioso e despojado para o homem e os cosmos.
            Vai mais além dos conventos e mosteiros, igrejas e catedrais. Encontra-se nas estradas, nos buracos, nas flores e no homem discriminado. No crente e naquela que espera ansioso a sua manifestação gloriosa... Não é panteísmo. È a glória de Deus que tudo preenche.
            A Igreja é a esposa eleita, a via mestra, o doce olhar do Senhor, a sua voz... Mas o Reino de Deus cresce também com aqueles que não estão na Igreja: no ignorante e no sábio famoso. Naquele que tem fome e não sabe como acreditar em quem tem sede e não sabe como rezar.
            O Reino de Deus é mais ‘indefeso’ do que a Igreja. Não possui homens formados, cultos, diplomáticos e consagrados. È a crus nua, obediente como o amor e alegre como a ressurreição.
            È o ritmo da semente sobre o qual ninguém tem poder, ninguém sabe como cresce... è presente, vivo e atual.
            A Igreja é a fortaleza onde o depósito da Palavra de Deus é guardado e bem interpretado. Mas quem planta, semeia, irriga e faz crescer... é o semeador desconhecido (Mc 4) que arando a terra do Reino de Deus, se faz semente, chuva, consolação e dom.


Ver. Arquimandrita Theodoro de Oliveira
Fundador F.M.C. / www.splaghynia.com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Agosto: Mês Vocacional

       Para nós, católicos, o mês de agosto é conhecido como vocacional. A palavra vocação faz muitos pensarem que isso é “coisa” de padre e irmã, porém, o termo é bem mais amplo e não se restringe a uma ou outra vocação. Sabemos que é Deus que chama, este chamado leva em conta a pessoa em sua totalidade, começando pelo nome, passando pela família e pela sua história. Nada fica de lado em sua vida. Todos são chamados, todos são convidados a responder ao Deus da vida. Precisamos descobrir como responder a este convite divino. È normal que por vezes sintamos medo de errar ou não nos consideramos capazes de responder. Porém, se Deus chama para algo é porque somos capazes, Aquele que nos criou nos conhece profundamente. Deus não escolhe apenas um “tipo” de pessoa, mas, seu chamado é para todos, sem exceção.
           
Propostas:
            Os caminhos que Deus propõe a cada pessoa têm ligação com a harmonia da criação. Vejamos: 1. “...E Deus disse: crescei e multiplicai-vos...” (Gn 1,28). Para isto acontecer, Ele convida pessoas, que através do amor mútuo, numa vida a dois, dêem vida e novos seres – é a Vocação ao Matrimônio. 2. O ser humano é composto de corpo e espírito; ambos convidados a crescerem e a se desenvolverem no seu todo. Para o corpo temos o alimento, mas alguém deve ocupar do nosso aspecto espiritual. Eis então, que alguns são chamados à Vocação Sacerdotal, com missão de cuidar do ser humano como um todo. 3. O ser humano foi criado para a eternidade que herdou como filho e filha de Deus pelo batismo. Quem irá nos lembrar disso? São as pessoas que Deus chama à Vida Consagrada (Mt 19,21). Os religiosos e as religiosas, com seu testemunho de vida na prática dos Conselhos Evangélicos de pobreza, castidade e obediência, continuamente lembram a todos que esta vida passa e que é preciso viver de acordo com a Lei de Deus, para alcançar a vida eterna – é a Vocação à Vida Consagrada. 4. E temos ainda a Vocação Laical. São homens e mulheres, casados ou solteiros que, sentindo um chamado especial de Deus, colocam-se a serviço dos irmãos e irmãs, nos âmbitos da Igreja e mesmo da sociedade: são os/as catequistas, liturgistas, ministros... e todos os que se dedicam às instituições de caridade.
            Deus pôs no coração de cada um, o insaciável desejo de felicidade. Colocou e ainda coloca diante da pessoa, vários caminhos para que, conhecendo-os possa escolher, e assumindo-os, possa encontrar a sua realização.




Rosa Clara Franzoi, MC, é animadora vocacional
Patrick Gomes Silva, imc, é diretor do Centro Missionário José Allamano

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Fé...Louvor e Adoração - Castelo - ES

       Mais de 70 mil pessoas estiveram presente em Castelo para celebrar com muita Fé a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.
       Com muito brilho e com temas atuais, os tapetes levaram ao povo, um momento de reflexão sobre os problemas existentes em nossa sociedade contemporânea . E também a devoção dos fiéis neste momento foi de muito louvor, Fé e Adoração...A festa de Corpus Christi foi encerrada com Missa Solene presidida por nosso Administrador Diocesano Pe. Antonio Tatagiba Vimercat e co-celebrada pelos padres da Paróquia Nossa Senhora da Penha e demais padres da região. 
       Quem esteve presente pôde adorar com muito amor, Jesus na Hóstia Santa.  
       Sem duvida este momento foi de Fé, Louvor e Adoração.































quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpus Christi

 CORPUS CHRISTI – A grande festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu, quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. (Jô 6,51)

            Esta celebração recorda o mistério da encarnação de Jesus, que veio ser o nosso companheiro e alimento em nossa caminhada diária de peregrinos que somos neste mundo.
            Através da eucaristia que é o banquete sagrado no qual a assembléia participa dos bens, do sacrifício pascal e renova a aliança feita por Deus com toda a humanidade uma vez e para sempre no sangue de Cristo. È essa comunhão diária com Jesus, que nos remete a uma presença viva, é isto que nos dá força e coragem.
           

“A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo foi instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, a partir de uma festa já existente na Diocese de Liege, Bélgica, de onde o papa provinha”.


            Naquele ambiente havia dúvidas sobre a presença real de Jesus na Eucaristia, e surgiram heresias que a negavam... um acontecimento extraordinário vivido como a transformação da hóstia em carne e sangue durante uma missa celebrada em Bolsena, Itália, pelo sacerdote Pedro de Praga, em 1263, que antes duvidava da presença de Jesus no pão consagrado; todo esse contexto levou à celebração dessa festa solene Procissão, o que, aos poucos, foi se consolidando por toda a Igreja Católica. Os objetivos declarados eram honrar e adorar Jesus Cristo, pedir perdão pelos pecados e ofensas a Deus como também reafirmar celebrativamente a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento.
            As reflexões a seguir são inspiradas numa homilia do então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI.

Três pilares constituem o sentido dessa Festa:
1°. Reunião em torno do Senhor e, ao mesmo tempo, o estar de pé junto aos irmãos.
2°. Caminhar com o Senhor, conduzidos por Ele.
3°. Ajoelhar-se diante do Senhor, prostração e glorificação jubilosa na sua Presença.

1°. Estar junto ao Senhor: Estação
            “O pão que partimos não é o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que participamos desse único Pão”. (1 Cor 10, 16b-17)
            Alimentando-nos do mesmo Pão, o Corpo do Senhor, tornamo-nos um só organismo vivo, nós participamos de Sua divindade, somos assumidos nEle e na sua Unidade com o Pai e o Espírito Santo.
             A Festa da Eucaristia nos congrega, a nós, tão solitários na grande cidade, individualizados e com dificuldade de comunicação. O Senhor, com seu Amor e pela sua Palavra , nos faz entrar em comunhão. Estamos de pé junto a Ele e uns junto aos outros, prestando mútuo reconhecimento e buscando conviver sem violência, na Igreja e na sociedade.

2°. Caminhar com o Senhor: Procissão
            “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus”. (Jô 6,68)
            Para nos encontrarmos, tanto existencial como fisicamente, é pressuposto um movimento no qual cada um deve sair de si e ir em direção ao Senhor e aos outros: deixar as seguranças enrijecidas e dissolver idéias de denominação, fruto do medo de perde-se e do medo do confronto com os diferentes...
            Buscar o Senhor e, porque Ele está conosco na sua inabarcável grandeza e misericórdia, buscar as outras pessoas, seus estranhos pontos de vista e modos de interpretação.
            Confiar naquele que se faz Pão para nós nos abre para um movimento de ouvir, de acolher, de superar o unilateral e imposto ditado, nos liberta das duplas e triplas máscaras e armações.
            A procissão eucarística de Corpus Christi significa não apenas caminhar em direção ao Senhor, mas ir adiante com Jesus. A procissão é um aspecto do acontecer eucarístico: o Senhor, que é Pão para nós é também aqui aquele que indica o Caminho, é Ele que nos conduz. Assim como o Povo de Israel, nós também, a Igreja, atravessamos desertos. Em paisagens confusas, a Palavra de Jesus é nossa Orientação, onde falata alimento e nos encontramos famintos e sedentos. Ele é nosso Pão da Vida. Podemos encontrar a terra da liberdade e, depois de graves perdas, outra vez reconstruirmos porque não vivemos só do pão, mas da Palavra de Deus, nossa Força de Vida.
            Nossa vida toda é peregrinação que somente não se perde no abismo e pode alcançar a terra da promessa se estiver sob a condução daquele que é Pão e Palavra, sustento, conforto, direcionamento. Caminhar com o Senhor é o sinal e a tarefa desse dia.
           
3°. Ajoelhar-se diante do Senhor: Adoração
            “Diante de mim se dobrará todo joelho”. ( Is 45,23)
            “Ao Nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e debaixo da terra”. (Fil. 2,10)
            Na Eucaristia está presente o próprio Senhor e então a atitude que nos corresponde é a Adoração. Receber o Senhor que se dá a nós significa ao mesmo tempo prostrar-se diante dele como nossa medida, glorifica-lo amorosamente, adora-lo num encontro desses dois movimentos: amor e reverência.
            È diante de nosso Criador e Salvador que nos ajoelhamos, com amor e obediência: na sua Verdade está garantida a liberdade e também a nossa recusa de submissão servil a poderes humanos que pretendam tolher nossa dignidade.
            Além disso, nós nos prostramos diante daquele que se ajoelhou para nos lavar os pés e por isso não somos escravizados, mas transfigurados por ele, na sua Luz e na sua Graça.
Fonte: Todo conteúdo foi retirado da Revista Vitória
Pe. José Pedro Luchi
Ano VI     /      n°. 5      /         JUNHO  de 2011